30 de setembro de 2012

# Exploração sexual de crianças e adolescentes não é brincadeira

Todos os dias do ano passado, aproximadamente 14 crianças, com idade abaixo de 10 anos, foram vítimas de algum tipo de abuso sexual no Brasil. 

O número alarmante faz parte de um levantamento inédito realizado pelo Ministério da Saúde, com base nas notificações computadas pelo sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), que agrupa dados repassados mensalmente por unidades de saúde pública e privada. Em 2011, foram contabilizados 14.625 registros de violência contra crianças de zero a nove anos. Desse total, 5.118 ou 35% dos casos estão relacionados à violência sexual.  


Foto retirada do Google Imagens
Fica ainda mais grave se falarmos que há estudos sendo feitos pelo país que indicam que para cada denúncia feita pelo menos cinco são deixadas de lado, e os dados acima são feitos visando apenas denúncias realizadas. 

O que impressiona muito a equipe desse blog é que vamos preferir não colocar as entrevistas feitas com a população jovem na cidade de Paranaguá. Essa atitude se dá porque a maioria das entrevistas feitas tinham como resposta "Isso não tem mais solução" e "mas as vezes a família precisa fazer isso para não passar fome". O que fez esse texto tomar um rumo menos informativo e mais conscientizador.  


É difícil, no entanto, acreditar que uma parcela dos jovens parnanguaras acredite que a exploração sexual de crianças e adolescentes seja algo normal e pouco alarmante.  Precisamos que a juventude perceba que não somos apenas o futuro e que o discurso "Eu não faria isso" não resolve os problemas, temos que pensar que somos também o hoje. Mais do que nunca os jovens do Brasil são as pessoas fundamentais das mudanças nos país. Não podemos nos isolar dos problemas, pelo contrário, precisamos lutar contra eles.  

Não é difícil pessoal, é de pequenas ações que fazemos as grandes mudanças. Nós precisamos primeiramente passar essa ideia para outros, explicar a eles que somos responsáveis pelos problemas enfrentados pela sociedade e que nos omitir a enfrentá-los é ser cumplice do crime. 
Você não deve intervir diretamente quando identificar uma situação de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes.

O procedimento correto é fazer uma denúncia pelo Disque 100 – Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, disponível em todo o País, ou buscar o Conselho Tutelar ou um Conselho Municipal de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente em sua cidade. 

A denúncia é um importante instrumento de intervenção da sociedade no sentido de coibir a prática do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. O Disque 100 funciona diariamente, das 8 às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. Qualquer pessoa pode utilizar o serviço – adultos, crianças, jovens e adolescentes – e é garantido o anonimato.

Por: Bruna Slongo
Correspondente #SeLiga em Paranaguá

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